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PRESIDENTE DA COOGAVEPE

Demora na exportação de ouro gera impacto econômico e social

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O presidente da Cooperativa da Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (Coogavepe),  Gilson Camboim, afirmou que a crise provocada na demora no processo de exportação de ouro, está afetando não apenas Mato Grosso, mas todo o Brasil.

De acordo com Gilson, apenas 10% da produção de ouro brasileira é consumida no mercado interno. “O restante da produção, cerca de 90%, depende de ser exportada. E a demora afeta não apenas os caixas das empresas que fazem o processo de extração, como também a economia o e oscilação de preços diária e essa demora impacta diretamente o mercado”, enfatiza.

No entanto, municípios como Peixoto de Azevedo, onde a atividade garimpeira exerce influência crucial na economia local, o impacto é ainda maior e acaba desencadeando uma crise dicotômica.

“Cidades e municípios como Peixoto que tem a extração de ouro como carro chefe da economia, estão sofrendo graves e diretos impactos no comércio e na própria arrecadação”, aponta.

“Outro ponto é o social, porque a atividade garimpeira é inclusiva. Ou seja: ela não faz distinção de pessoas, idade, sexo e escolaridade. Com isto, favorece muito a geração de renda e a distribuição justa dessa receita. E esta situação precisa ser cada vez mais incentivada para que possa se fortalecer. E o que precisa ser feito é colocar uma tributação justa, cobrança compatível com o porte da lavra. E assim termos uma atividade econômica fortalecendo as demais”, sugere.

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Os garimpeiros, que trabalham diretamente na extração de ouro, estão enfrentando

grande dificuldade para vender sua produção. Principalmente com o valor do produto que está sofrendo constantes baixas.

De acordo com o presidente da Coogavepe, com a demora na exportação, começa a ter um excesso de produção no mercado, devido haver muita oferta e pouca procura por ouro. Com isto, o preço começa a cair. “Isto provoca um desiquilíbrio entre o preço de venda e o preço de produção, inviabilizando diversas frentes de lavra e muitos garimpos acabam paralisando suas atividades”, observa.

Ele também acentua que as mudanças de regra na Legislação para as empresas que atuam no mercado de comercialização de ouro, [as compras de ouro] também são fatores que contribuem com a crise.
“Desde a Legislação como é o caso da resolução 129, da Agência Nacional da Mineração, como também a derrubada questão da boa-fé, são fatores que se somam e contribuíram para as mudanças que estão ocorrendo no setor”, pontua.

O resultado de tudo isto, conforme Gilson, é uma queda brusca na produção de ouro nacional, principalmente em Mato Grosso, em função da TFRM [Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários], que ficou acima do que o segmento esperava. E isto impactou diretamente o custo operacional.

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“Mas não é apenas isto! Os demais fatores como a demora nas exportações também impactam diretamente, o período que a Receita Federal ficou sem a emissão de nota fiscal deixou o mercado parado. E tudo isto ocasionou uma diminuição na produção de ouro este ano” disse.

O Presidente da Coogavepe, observa que, para o comércio e a exportação de ouro se normalizarem, assim como a atividade de extração do produto, será necessário uma carga tributária mais justa.

Isto porque a retomada do mercado, de acordo com ele, acontecerá em um perfil diferente, desde o conceito da rastreabilidade da produção e também na própria Legislação.

“Uma necessidade que temos é que tenha uma tributação mais justa para que Mato Grosso, principalmente, possa se tornar um Estado que atraia investimentos neste setor, levando em consideração a contribuição que este setor faz na geração de empregos, na movimentação da economia local e nas contrapartidas cara a sociedade. Mas, principalmente, a recuperação de áreas com novas atividades econômicas” enumera

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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