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Revelado o metal raro de origem extraterrestre que supera o preço do ouro e promete revolucionar a mineração no mundo

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Originário de meteoritos, o irídio é altamente demandado na fabricação de relógios, joias, dispositivos eletrônicos, motores de avião, catalisadores de automóveis e outros objetos.

Revolução na mineração: Ao contrário da crença popular, o ouro não é o metal mais caro do mundo. Em 2023, enquanto o valor do ouro era de 1.900 dólares por onça troy, o irídio chegava a 4.600 dólares, segundo dados da Statista, uma plataforma especializada em dados de mercado. Além disso, prevê-se que em 2024 seu valor possa atingir 6.500 dólares, de acordo com a Heraeus, uma empresa tecnológica focada em metais preciosos.

O irídio tem um alto preço devido à sua escassez e às dificuldades na sua extração e processamento. Suas propriedades únicas, como a alta resistência ao desgaste e a durabilidade em altas temperaturas, também contribuem para seu elevado custo. Apesar do preço, ele continua a ser altamente demandado em indústrias de alta tecnologia e aplicações especializadas, como a aeroespacial, eletrônica e fabricação de dispositivos médicos.

O que é o irídio?

O irídio é um dos elementos mais raros da Terra, de acordo com a Royal Society of Chemistry. É um metal duro e prateado, com alta densidade e um ponto de fusão extremamente elevado.

Na natureza, o irídio é encontrado sem combinar em sedimentos depositados pelos rios e em uma camada muito fina na superfície terrestre. Acredita-se que essa camada tenha se formado a partir do impacto de um grande meteorito que extinguiu os dinossauros.

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Descoberto em 1803 juntamente com o ósmio, outro metal denso derivado da platina, o irídio foi identificado pelo químico Smithson Tennant em Londres. Tennant dissolveu platina bruta em uma mistura de ácidos nítrico e clorídrico, obtendo um resíduo negro que inicialmente se pensava ser grafite. No entanto, ao tratá-lo com ácidos, Tennant separou dois novos elementos, agora conhecidos como ósmio e irídio. O descobrimento foi anunciado na Royal Institution de Londres.

O nome “irídio” deriva de Íris, a deusa grega do arco-íris, devido ao fato de que seus sais podem exibir várias cores por causa da absorção seletiva da luz.

Metal extraterrestre mais caro que ouro, promete revolucionar a mineração

“Meteoros e asteroides contêm níveis mais altos de irídio do que a crosta terrestre”, indica a Royal Society of Chemistry. Em algum momento da história, um meteorito gigante que impactou a Terra teria gerado uma nuvem de poeira que dispersou o irídio por todo o mundo.

Na crosta terrestre, a abundância de irídio é extremamente baixa, aproximadamente 0,001 partes por milhão. No entanto, ele também é encontrado em ligas naturais com outros metais nobres, como a eniridosmina e o enplatinorídio.

Demanda de irídio na mineração

O irídio é utilizado como catalisador em uma ampla variedade de reações químicas, incluindo aquelas na indústria petroquímica e na síntese de produtos farmacêuticos. Sua capacidade de acelerar reações químicas específicas o torna inestimável em diversos processos industriais.

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Na indústria automotiva, é usado em velas de ignição de longa duração e na indústria aeroespacial, o que contribui para sua demanda e preço elevado. Além disso, é empregado em catalisadores, eletrodos, ligas especiais e em componentes que requerem alta resistência à corrosão e a temperaturas extremas.

De acordo com a American Chemical Society, o irídio também é utilizado na fabricação de dispositivos eletrônicos e tecnológicos, como contatos elétricos e dispositivos de armazenamento de dados, devido à sua alta resistência e estabilidade química.

Por outro lado, ele é usado na produção de joias e relógios de alta gama, frequentemente em forma de ligas com outros metais preciosos, como o ouro e a platina, por sua resistência ao desgaste e sua cor branco-prateada.

Por que o irídio é mais caro que o ouro?

O irídio é mais caro que o ouro por vários fatores que afetam sua disponibilidade, demanda e custo de extração e processamento. Estima-se que a produção anual de irídio seja de apenas algumas toneladas, enquanto a de ouro é de milhares de toneladas.

A extração do irídio é complicada porque ele é encontrado em minerais que contêm outros metais. Além disso, o processo de refinamento é mais caro em comparação ao do ouro, devido ao seu ponto de fusão extremamente elevado, que requer técnicas especializadas.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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