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Sustentabilidade

Tijolo sustentável é desenvolvido a partir de resíduos da mineração

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Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Ciamb) da Universidade Federal de Goiás (UFG) propõe produzir tijolos a partir da reutilização de resíduos de mineração, retalhos de tecidos e garrafas PET.

O projeto, desenvolvido pelo pesquisador Hélio Elias da Silva em seu doutorado, sob orientação do professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, do Instituto de Química (IQ/UFG), é finalista do Falling Walls Lab Brasil, que será realizado em 27 de setembro, em Recife (PE).

Se aprovado, o projeto será apresentado na fase final da competição em Berlim, Alemanha, em novembro, entre centenas de competidores de todo o mundo. Anualmente, o Falling Walls Science Summit premia projetos científicos disruptivos e inovadores.

Segundo o pesquisador, o processo de criação desses tijolos envolve a mistura de resíduos de mineração de ferro e esmeraldas com pó de tecidos de poliéster e pó de garrafas PET. “Essa mistura é prensada em moldes metálicos e aquecida, resultando em tijolos que possuem qualidade comparável aos tradicionais tijolos de solo-cimento”, explica.

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Conservação

A inovação não só oferece uma destinação útil para quatro tipos de resíduos que, se descartados inadequadamente, poderiam causar poluição, como também contribui para a conservação de matérias-primas naturais. “Essa abordagem pode diminuir significativamente a extração de materiais virgens da natureza, evitando a degradação ambiental”, comenta Hélio.

Além de ser uma solução ambientalmente amigável, os tijolos propostos pela pesquisa podem ajudar a mitigar o déficit habitacional no Brasil. A técnica de produção evita a derrubada de árvores nativas do Cerrado, comumente utilizadas na queima de tijolos cerâmicos, e impede a extração de argila das margens de córregos e rios, preservando os recursos hídricos e a fauna.

Clique aqui e assista à participação do pesquisador Hélio Elias da Silva no programa Viver Ciência, da TV UFG.

* Com informações do Jornal UFG.

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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