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IMPLEMENTAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS

Estudo mostra transformações na exploração de ouro na região do Tapajós

Trabalho do doutorando da Ufopa, Carlos de Matos Bandeira Júnior, foi publicado em revista internacional

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Trabalho acadêmico do doutorando da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Carlos de Matos Bandeira Júnior com sua orientadora, Profa. Dra. Luciana Gonçalves de Carvalho, foi publicado na revista internacional Resources Policy – Elsevier, e mostra implementação de novas tecnologias na exploração garimpeira, desvalorização de mão de obra e maior exigência na qualificação dos contratados.

Segundo Carlos Bandeira, que é aluno do curso de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Ufopa, o artigo intitulado “Transformations in artisanal and small-scale gold mining work and production structures in the tapajós region of Brazil’s amazon”, aborda, em perspectiva sócio-histórica, as transformações produtivas e do trabalho de garimpagem de ouro na região do rio Tapajós.

O trabalho acadêmico ainda demonstra como a atividade garimpeira transitou de um modelo artesanal, com autonomia do trabalhador, para o semimecanizado, com a adoção da tecnologia do par de motores-bombas de desmonte hidráulico, para o modelo semi-industrial a partir dos anos de 2010, período em que avançou para o uso de retroescavadeira, chamada PC no ambiente do garimpo. Nesse processo, a cada momento de implementação de nova base tecnológica de extração há impactos sobre as relações do trabalho, com a redução do valor recebido pelos trabalhadores garimpeiros e maior exigência de especialização da mão de obra na lavra.

Outro ponto observado é que, ao longo das décadas, os investimentos de capital e tecnologia ocorreram basicamente para o desenvolvimento do sistema de extração, visando a aumentar a capacidade do volume de exploração, seja com a potência dos motores utilizados para o desmonte hidráulico ou com a retroescavadeira para alcançar camadas mais profundas do solo e acelerar o trabalho.

Outros destaques importantes no trabalho são a falta de investimentos para a mitigação dos danos ambientais, a ausência de melhorias dos processos de beneficiamento do ouro e a falta de melhores condições de trabalho nas áreas garimpeiras. A cada ciclo de expansão da garimpagem, segundo os apontamentos, percebem-se a precarização da mão de obra, maiores danos ambientais e a pressão da atividade sobre novos territórios, inclusive terras indígenas.

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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