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NA FRENTE PARLAMENTAR DA MINERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Presidente do Instituto Somos do Minério defende reestruturação da ANM no combate à criminalidade na cadeia do ouro

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Considerada a solução mais eficaz no combate à lavagem de dinheiro, a extração ilegal e a ação de grupos criminosos, a rastreabilidade do ouro foi tema de um seminário promovido pela Frente Parlamentar da Mineração Sustentável da Câmara Federal na última semana, e contou com uma explanação do presidente do Instituto Somos do Minério, Roberto Cavalcanti.

Durante o seminário, considerado um dos mais profundos já promovido pelo legislativo federal, Cavalcanti alertou sobre a importância de reestruturação da Agência Nacional de Mineração (ANM). “Enquanto a ANM  não estiver recebendo o orçamento previsto na lei federal que a criou, enquanto esses valores estiverem sendo contingenciados pelo governo federal, enquanto essa situação não for revisada pelo Congresso Nacional, nós não teremos uma agência  forte para fazer todo o trabalho de regulação, e todo esse projeto será letra morta”, disse.

A indignação do presidente do Somos do Minério, Instituto Mato-grossense que tem se tornado referência nacional no combate a ilegalidades do garimpo e na busca pelas boas práticas da atividade, se deu em razão do Projeto de Lei 3025/23, do governo federal, que trata das normas de controle de origem, compra, venda e transporte de ouro no território nacional.

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Durante o seminário, diversas instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil debateram  a produção, comercialização, certificação, rastreabilidade e regulamentação do ouro. O debate foi realizado a pedido do presidente da Frente e da CLP, deputado Zé Silva (Solidariedade/MG).

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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