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Mármore x granito: diferenças e cuidados com cada um

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Muito presente em casas e apartamentos, o mármore e o granito causam dúvida na hora de escolher entre um e outro. Além do ar sofisticado e da beleza única, as pedras ainda oferecem uma grande gama variedade de tons e texturas. E, apesar de serem muito usadas há milhares de anos, as dúvidas entre elas ainda pairam. Por isso, a arquiteta Patricia Penna, revela, abaixo, as características e o melhor jeito de usar cada um desses materiais.

Muito mais do que pela beleza, as pedras se destacam pela durabilidade e exclusividade, já que nenhuma é igual a outra.

“Quando vamos definir o material para um projeto, é vital avaliar qual será sua aplicação, se o uso será em bancadas de cozinha, piso ou parede. Além disso, se a área tem grande exposição ao calor, insolação, se haverá contato com produtos de limpeza”, explica a arquiteta.

Mármore

Elegância é a palavra que melhor define esse material, que há muito tempo faz parte da história da arquitetura. Mas, ao escolher o mármore é preciso levar em consideração que se trata de um material delicado, com grande porcentagem de calcário em sua composição e, por ser bastante poroso, precisa ser devidamente tratado, evitando que a aplicação não traga problemas futuros.

“Convém evitar em ambientes onde há contato direto com produtos abrasivos e drásticas variações de temperatura, pois perderá suas características e poderá trincar”, alerta Patricia.

Apesar de não ser muito indicado para a cozinha, ele é bastante versátil, e pode ser usado de diversas maneiras, como em revestimentos de paredes, pisos, bancadas, lareiras (na parte externa apenas, onde há isolamento térmico) escadas e até  no mobiliário.

“Por ser mais frágil, o uso do mármore em áreas externas precisa ser muito bem avaliado, pois intempéries certamente modificarão sua superfície e o material poderá ser danificado”, explica a arquiteta.

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Bancadas e pisos de banheiro também recebem bem o mármore, pois não há grandes variações de temperatura. Mas há, ainda, a incidência da água, que modifica o material a longo prazo e a abrasão e gordura, ainda que mais leves, de produtos de uso pessoal e limpeza. A recomendação, portanto, é a mesma: requerem sempre a boa e frequente manutenção da impermeabilização e pedem cuidados de limpeza.

Possíveis acabamentos do mármore

Levigado: pedra lixada, mas sem brilho, e com as possíveis imperfeições (como poros e rebaixos) que permanecerão abertas.
Polido: pedra lixada até atingir o brilho quase especular (acabamento mais comum). Nesse caso, a superfície fica escorregadia quando em contato com água, por isso, é necessário avaliar bem onde será instalada.
Estucado: o material pode receber este tratamento que fechará seus poros e rebaixos com uma resina apropriada para este fim. Após esta etapa, ele poderá ser polido ou levigado e, em qualquer caso, o material precisa ser impermeabilizado.

Granitos

Formado por três minerais (mica, feldspato e quartzo), o granito é esteticamente bonito, mais resistente que o mármore, bastante durável e há diversas variedades. Seu aspecto, em geral, é mesclado, justamente por sua composição geológica e, diferente dos mármores, não possui os tradicionais “movimentos”.

É bastante usado, devido ao seu custo-benefício, pois além de ser mais resistentes à abrasão (produtos de limpeza, alimentos cítricos, etc), permeabilidade e impacto, tem custo menor que os mármores. Além disso, possui grande resistência às variações de temperatura, o que o torna um material ideal para bancadas e pisos de ambientes internos ou externos.

“A sua maior resistência, o torna ideal para uso em ambientes com alto tráfego, como acessos de pedestres, veículos, escadas e até fachadas”, revela Patricia, que reforça ainda que o material natural pode ser aplicado em lareiras, soleiras, rodapés, peitoris e bancadas em geral.

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Apesar de sua boa durabilidade, é importante lembrar que o material também demanda alguns cuidados na hora da limpeza e manutenção para que continue bonito e sem manchas.

Evite utilizar produtos abrasivos ou quaisquer produtos que contenham componentes ácidos. “O melhor é adotar sabão neutro ou detergente e água para a limpeza”, finaliza a arquiteta que utiliza a pedra natural em seus projetos de interiores.

Possíveis acabamentos do granito

Flameado: recebe um ataque de chamas, que o deixa com característica rústica, quase natural. Ideal para acessos externos. Pode estar em bancadas ou paredes, se o acabamento rústico for desejado. O interessante deste acabamento é que ele transforma materiais comuns, de baixo custo, em lindos acabamentos de uma nobreza incrível. Precisa ser impermeabilizado.
Diamantado: o material é lixado, ficando com acabamento áspero, mais uniforme que o flameado. Também precisa ser impermeabilizado.
Polido: o material é lixado até atingir o brilho. Este é o uso mais comum. Ele fica escorregadio quando molhado, e assim como os mármores, precisa ter seu uso bem avaliado. Precisa ser impermeabilizado.

Granitos prediletos dos brasileiros para bancadas de cozinhas

Branco-siena: num claro tom bege, com pequenas pintinhas, é o material neutro mais procurado por seu custo-benefício.
Preto são-gabriel: é uma das opções de material escuro de melhor custo-benefício, sem contar que o preto combina com tudo.
Marrom café imperial: em tom de marrom, tem pequenas formações geológicas chamadas amêndoas, que remetem a um grão de café. Também tem bom custo benefício!
Preto-absoluto: custa cerca de 50% a mais que o são-gabriel, mas faz sucesso por apresentar um tom preto quase sem interferências.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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