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A importância do setor financeiro no gerenciamento das minas

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Carlos Henrique  (Economista –  CFO da MB Participações )

  • Setor deve girar R$ 300 bilhões de reais em 2023, sendo R$ 100 bilhões de impostos, com  100 mil empregos diretos e precisa assumir  seu protagonismo na política econômica nacional;
  • Os mineradores precisam por  luz à isso e se fortalecer diante das instituições financeiras;
  • A maior dificuldade para acessar crédito não é a falta de pagamento, mas o  “Risco de Imagem”,  ou seja,  as  instituições bancárias fazerem negócios com alguém que esteja na ilegalidade. “Não receber o dinheiro emprestado  já tem previsão orçamentária para os bancos. O Risco de Imagem é muito mais oneroso, causa mais riscos estruturais”, explicou;
  •  As instituições financeiras esperam que seus clientes tenham conformidade e segurança. A análise de crédito é a segunda etapa na aquisição de recursos financeiros.

José Roberto (Diretor de Planejamento – Confederação Nacional de Mineração)

  • Defendeu que para aquisição de crédito as pessoas ligadas a mineração precisam criar  lastros das suas operações, como seu histórico de comercializações e fazendo com que todo o processo passe pelo CNPJ da cooperativa;
  • Dele ressaltou que, diferente de outros setores, a mineração produz mercadoria cujos valores são ditados pelo mercado, e que sofrem alterações diariamente, por isso  precisa de gerenciamento e educação financeira;
  • Por se tratar de profissionais heterogêneos, a educação financeira precisa ser customizada à realidade do local;
  • Ele ressaltou que, apesar de toda divulgação contrária existente, e que respinga diretamente na imagem do setor, o maior impacto da mineração é o visual;
  • José Roberto também pontuou que a margem de lucro  da mineração não é tão boa quanto as pessoas que estão de fora pensam, por isso é fundamental  viabilizar a produção em todas as suas etapas, inclusive no aproveitamento de rejeito.
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ALEX MACEDO  (Analista Técnico Institucional da OCB)

  • Ineficiência dos órgãos de regulação e a lentidão da Receita Federal estão trazendo reflexo aos pequenos mineradores,  que já não têm  acesso a crédito;
  •  As vezes o setor não está em conformidade documental, algo que atrapalha muito o acesso ao crédito junto ás instituições bancárias;
  • “A OCB vem pensando na aproximação do setor financeiro com o setor produtivo, porque, a grosso modo, a atividade é financiada por um mercado informal: pelo dono do posto de compra de ouro, o amigo do  supermercado que financia o alimento, o proprietário do posto de combustível que vende o diesel a prazo”…
  • O setor não possuí  linhas de crédito públicas, mas paga CFEM, IOF e todos os impostos existentes;
  • Setor vem evoluindo e requer novas tecnologias, nosso questionamento é:  como acessar esses recursos e melhorar suas práticas?
  • Se não tiver acesso a políticas públicas de credito e fomento como exigir uma mineração mais sustentável? Esse tem sido o maior desafio da OCB.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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