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Descoberta do maior diamante rosa puro dos últimos 300 anos que pesa 170 quilates

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Um impressionante diamante rosa foi descoberto em 2022 por um grupo de mineiros em Angola, um país situado no sul da África. Estima-se que esta pedra preciosa, que pesa 170 quilates, seja a maior do tipo encontrada nos últimos 300 anos. Comparado ao Daria-i-Noor, o maior diamante rosa do mundo com 182 quilates, esta nova descoberta é apenas ligeiramente menor. O Daria-i-Noor é parte das Joias Nacionais Iranianas, conservadas no Tesouro das Joias Nacionais no Banco Central do Irã.

Batizado de “Lulo Rose”, o diamante recebeu esse nome em homenagem à mina de Lulo, localizada no nordeste de Angola, onde foi encontrado. A Lucapa Diamond Company, que gerencia essa mina e outra no país, anunciou a descoberta em um comunicado. Desde 2015, o projeto de mineração Lulo já descobriu 27 diamantes com mais de 100 quilates, incluindo a “Pedra de 4 de Fevereiro”, o maior diamante já encontrado em Angola, com 404 quilates, vendido por US$16 milhões em 2016, o equivalente a cerca de R$83 milhões atualmente.

Segundo informações do site LiveScience, aproximadamente 90 milhões de quilates de diamantes brutos são extraídos anualmente para a fabricação de joias, gerando uma receita global de mais de US$300 bilhões (R$15,7 trilhões). No entanto, a mineração de diamantes é frequentemente associada a condições perigosas, deslocamento de povos indígenas, exploração de trabalhadores, poluição e abusos de direitos humanos, conforme relatado em 2018 pela Human Rights Watch, uma organização internacional sem fins lucrativos com sede nos EUA.

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Eternal Pink foi vendido por US$34 milhões em apenas dois minutos

Em um leilão realizado em junho de 2023, o diamante rosa Eternal Pink foi vendido por US$34 milhões em apenas dois minutos. Este diamante, descrito como o “mais importante diamante rosa no mercado”, foi leiloado pela Sotheby’s em Nova York.

O Eternal Pink pesa 10,57 quilates e foi descrito como impecável em termos de clareza. Extraído em 2019 na mina Damtshaa, em Botswana, o diamante foi lapidado em um corte almofadado e montado em um anel. Além da alta qualidade, sua cor rosa chiclete é um destaque.

A ciência por trás da coloração vívida dos diamantes rosa ainda não é completamente compreendida

A ciência por trás da coloração vívida dos diamantes rosa ainda não é completamente compreendida, o que aumenta seu apelo. Normalmente, a presença de oligoelementos, como o boro, dá cor aos diamantes, como a tonalidade azul, mas os diamantes rosa não contêm esses elementos. A melhor explicação atual é que a cor resulta do estresse no nível atômico.

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Elas incríveis pedras preciosas se formam em profundidades extremas, cerca de 160 km ou mais abaixo da superfície da Terra, onde depósitos de carbono são submetidos ao intenso calor do interior do planeta. Essas pedras preciosas podem chegar à superfície durante erupções vulcânicas, onde podem permanecer por milhões de anos antes de serem encontrados por mineradores ou levados para cursos de água pela erosão. Hoje em dia são predominantemente encontradas através de atividades de mineração.

É raro encontrar um diamante com mais de 10 quilates livre de minerais e impurezas, o que aumenta o valor da peça. O Eternal Pink é considerado um dos diamantes rosa mais importantes e atraentes do mundo, embora não seja o maior.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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