CUIABÁ
Search
Close this search box.

ECONOMIA

De Wall Street à Main Street, corrida do ouro histórica está em andamento

Publicado em

A guerra comercial de Donald Trump – e as ondas de choque que ela causou na economia global e nos mercados financeiros – estimulou o aumento dos investimentos em ouro, um dos portos seguros mais comprovados do mercado.

O preço do metal dourado atingiu uma nova alta intradiária na terça-feira, de mais de US$ 3.500 a onça-troy. Mesmo quando ajustado pela inflação, ele está se aproximando de um recorde que remonta a 1980.

O mercado de ouro é impulsionado por um grupo eclético: indivíduos que compram em varejistas como a Costco, traders que investem em fundos negociados em bolsa de ouro e bancos centrais internacionais que buscam diversificar suas reservas cambiais.

Os efeitos do aumento dos preços do metal precioso ultrapassaram os mercados financeiros e chegaram às lojas da West 47th Street, no epicentro de Nova York para a compra de ouro, joias e pedras preciosas. Compradores de anéis de casamento e guardas de segurança circulam pelas calçadas repletas de vitrines e placas de “compramos ouro”. Lá dentro, pessoas pechincham sobre os preços dos relógios, enquanto os vendedores ocasionalmente tiram barras de ouro dos cofres.

Leia Também:  Chinesa BYD negocia compra da Sigma Lithium, maior mineradora de lítio no Brasil, diz jornal

Há muito tempo, os investidores recorrem ao ativo por suas qualidades protetoras em períodos de incerteza econômica. Porém, nas últimas semanas, o metal também surgiu como um dos poucos lugares para se proteger das oscilações violentas das ações. Os hedges tradicionais – como os títulos do governo dos EUA – caíram junto com os mercados acionários durante os recentes tombos.

O dólar, que normalmente se fortalece quando as ações caem, despencou.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

Published

on

A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

Leia Também:  Expominério 2024 será apresentada em evento na ALMT nesta sexta-feira

O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

Leia Também:  Dependência do dólar e anexação de Taiwan: o que está por trás da corrida do ouro chinesa?

No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA