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CORREIO DEBATE

Caminhos do Ouro: Brasil busca reconhecimento como produtor confiável

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O aumento da exploração ilegal de ouro, nos últimos anos, sobretudo na Amazônia, além de prejudicar a cadeia de produção regular do metal, manchou a reputação do país no exterior. Agora, o país busca superar a má fama e ser reconhecido como produtor confiável de metais preciosos. Atualmente, o país é o 13º maior produtor de ouro no mundo, segundo o estudo Mineral Commodity Summaries 2019. O presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, lembra que o garimpo ilegal está associado à criminalidade, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas.

Além disso, o aumento dos garimpos ilegais em territórios indígenas ampliou o rastro de destruição dessa prática. Entre os danos, estão o desmatamento, doenças, fome, agressões sexuais, violência e morte. “O ouro que provém do garimpo ilegal destrói as florestas, a cultura, e os próprios povos indígenas”, pontuou o presidente do Ibram.

Jungmann será um dos participantes do Correio Debate, evento que vai discutir, amanhã, dia 16, as formas de combater o garimpo ilegal, rastrear a produção do metal e, desse modo, fortalecer a comercialização regular do ouro. O evento é promovido pelo Correio Braziliense, com apoio da Casa da Moeda do Brasil. O Correio Debate: Caminhos do Ouro, será transmitido, em tempo real, pelas redes sociais do jornal das 14 às 18 horas.

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De acordo com Jungmann, a destruição vem em diversas formas: “pelo envenenamento pelo mercúrio, a prostituição de mulheres e crianças, e até mesmo a morte dos nossos povos originais”. Por isso mesmo, acrescenta “esse debate se reverte de muita importância para a imagem do Brasil, perante si mesmo e perante o exterior”.

O presidente do Ibram explicou que, desde o início da sua gestão, medidas estão sendo buscadas. Uma delas é considerar o garimpo ilegal um caso de polícia. “Juntamente com organizações da sociedade civil, temos ido ao Banco Central, à Receita Federal, à Comissão de Valores Imobiliários, ao Ministério de Minas e Energia, para solicitar o aumento da repressão ao garimpo. E estamos tendo resultados positivos, como a decisão do Supremo Tribunal Federal de decretar o fim da regra da ‘boa fé’ — artigo da lei que autorizava que a procedência do ouro comercializado no Brasil fosse atestada apenas pelo vendedor do metal”, observou.

Segundo o presidente do Ibram, há também pedidos sendo feitos ao exterior. “Recentemente, estive na Suíça conversando com o setor financeiro, setor privado, ONGs, porque o país, é o maior comprador de ouro do mundo, cerca de 70% das nossas exportações são para lá”, disse.

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Soluções

Durante o debate do Correio, os painelistas vão apresentar uma plataforma desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), que permite uma análise para mostrar se o ouro é legal ou não. “Essa é a maior conquista que se pode ter para o combate garimpo ilegal, porque quem for joalheiro, minerador, comprador, poderá usar essa plataforma, que é gratuita e fazer a sua própria análise”, afirmou o presidente do Ibram.

Segundo Jungmann, outras medidas para combater o garimpo ilegal estão em curso, como a nota fiscal eletrônica, que permite a rastreabilidade do ouro. “É importante que os nossos compradores estrangeiros exijam que todo e qualquer ouro passe pela plataforma da USP, para que assim o mercado ilegal acabe definitivamente.”

O seminário do Correio, vai mostrar os desafios, as soluções e a importância da rastreabilidade para o mercado do ouro. “Esse debate mostra uma forma de se reverter essa situação, tem muita importância para a imagem do Brasil, tanto dentro, quanto fora do país”, disse Jungmann.

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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