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Um estudo recente da McGill University trouxe à tona uma revelação impressionante: a água do mar desempenha um papel crucial na formação do ouro. Com análises do solo, os cientistas descobriram que íons de sódio presentes na água do mar desempenham um papel fundamental na aglutinação de nanopartículas de ouro. Essas nanopartículas, por sua vez, formam veios de ouro de alta concentração.

Essas análises foram feitas por pesquisadores no depósito de ouro Brucejack, localizado na Colúmbia Britânia, no Canadá. Esse lugar já é conhecido por concentrar ouro. Dessa forma, os íons de sódio funcionam como uma espécie de cola, que unem as nanopartículas de ouro e permitem a formação dos depósitos.

Impacto ambiental e possibilidades

A mineração tradicional pode ser altamente prejudicial ao meio ambiente, com desmatamento e poluição de rios e solos com uso de produtos químicos tóxicos. Se a exploração subaquática for feita de maneira sustentável, pode-se reduzir drasticamente esses impactos negativos.

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Entretanto, a mineração subaquática pode apresentar inúmeros desafios, porém abre novas possibilidades para técnicas de exploração menos invasivas e amigáveis ao meio ambiente.

Ainda, a pesquisa aponta possíveis locais inexplorados onde depósitos de ouro podem estar escondidos. A exploração de ouro no fundo do mar poderia representar uma nova fronteira para a mineração, com tecnologias avançadas permitindo que se alcance tesouros escondidos de maneira eficiente e sustentável.

“Os resultados de nosso estudo indicam que é possível encontrar veios de ouro de alta pureza mais facilmente em ambientes subaquáticos. Com o crescente interesse em explorar recursos minerais submarinos, nossas pesquisas apontam para a possibilidade de que a crosta oceânica possa abrigar abundantes quantidades de minerais essenciais para a transição energética, em uma escala anteriormente inexplorada”, explicou o coautor da pesquisa Anthony Williams-Jones, Professor de Geologia e Geoquímica no Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da McGill.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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