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Mineração passará por transformação e quem não se adequar estará ‘fora do jogo’, diz Lucas Kallas

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O setor de mineração deve passar por uma transformação radical nos próximos anos, sobretudo no contexto da transição energética e na redução dos índices de emissão de carbono, de acordo com o dono da Cedro Mineração, Lucas Kallas. O empresário participou do segundo dia do Fórum Esfera, no Guarujá, litoral de São Paulo, neste sábado (8).

Kallas garante que as mineradoras que não passarem por essa transformação estarão “fora do jogo”, ao destacar que as empresas terão que investir na produção de um minério de altíssimo teor e que será responsável por menor taxa de emissão de carbono.

“A mineração em si, o minério de ferro, vai passar por uma revolução industrial. Com a transformação energética, todas as mineradoras vão ter que se adequar e passar para a produção de ‘pellet feed’, que é um minério de altíssimo teor, com sílica baixa e que dimuinui em 50% na emissão de carbono. Quem não partir para isso, não vai ser mais minerador, vai ser pedreira”, afirmou em um painel que contou também com a participação dos ministros de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho e Transportes, Renan Filho, e da secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.

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Kallas disse, ainda, que o “minerador não é pecador” ao afirmar que o grupo gera emprego, renda e que tem “vários trabalhos sociais” junto às comunidades impactadas.

Ainda de acordo com o fundador da Cedro Mineração, o governo federal tem atuado junto às mineradoras para avaliar a construção de uma ferrovia do tipo “shortline” para retirar das rodovias federais o transporte de minério em Minas Gerais.

“Nós vamos tirar em torno de três mil carretas da rodovia que, no ano passado, registrou mais de 70 mortes. É um investimento privado do grupo de mais de R$ 1,5 bilhão. Vamos retirar 40 mil toneladas de carbono da atmosfera. Nesse ponto, estou muito satisfeito com a celeridade dos ministérios, estou vendo tudo acontecer”, afirmou.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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