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População consome água retirada de garimpo desativado devido à seca em rio da cidade

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Há cerca de 30 dias, a população de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá) está sem água nas residências. Os 28 mil moradores têm consumido água retirada de uma “cava garimpeira”, que é um buraco aberto para garimpeiro de ouro, mas já sem uso. Em uma nota no site, a prefeitura admite que está ciente do problema com a falta de água, mas não deu nenhum prazo para a solução.

O deputado Wilson Santos (PSD) esteve no local e visitou o rio Bento Gomes, onde está instalada a captadora principal da concessionária Águas de Poconé. Segundo o parlamentar, o rio está seco, apenas com pedras, galhos secos e animais mortos.

“O rio secou e a Águas de Poconé decidiu captar a água de uma antiga cava de garimpagem, um perigo. Suspeito que o produto possa estar contaminado por metais pesados, como chumbo e mercúrio. Materiais usados na extração de ouro”, explicou o parlamentar.

Wilson esteve na sede da empresa e disse que uma funcionária garantiu que a água é limpa, tratada com cloro e flúor. Disse que a cada hora a água é testada para garantir sua qualidade, mas não pôde dar mais informações porque não tinha autorização da empresa.

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Por fim, o deputado esteve na estação de tratamento de água, mas a segurança não permitiu a entrada.

“A seca do Rio é provoca por ações climáticas, pelas agressões à natureza e pela falta de preservação e manutenção do rio por parte do poder público. Vamos investigar o que está acontecendo. Levar o caso às autoridades competentes, como à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, para que verifique o problema e tome providências para que a população não corra riscos. […] Estive com o prefeito Tatá Amaral (DEM) que disse que não tem interesse em renovar concessão com esta empresa por mais 15 anos”, disse.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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