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SERRA DAS ARARAS

Jazida de mármore descoberta em Cáceres deve impulsionar mineração de Mato Grosso

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Uma grande mina de Mármore de Carrara descoberta recentemente na Serra das Araras, na região Cáceres (a 250 km de Cuiabá), pode impulsionar a mineração em Mato Grosso. O Estado já é o 6° maior  produtor de minérios no Brasil e a produção deve ser ainda maior com a nova jazida. As informações foram confirmadas pelo secretário-adjunto de Mineração de Mato Grosso, Paulo Leite.

A declaração foi feita durante o podcast Minera MT. “É uma mina astronômica e todos os estudos pesquisas indicam isso. Eu vi blocos de 30 toneladas, com dureza espetacular. Algumas informações indicam que é de uma das melhores qualidades do mundo”, afirma.

O tamanho exato da jazida ainda não foi divulgado, porque os estudos ainda estão sendo feitos. O Mármore de Carrara é muito usado na construção civil principalmente para acabamentos de alto padrão a preços que podem chegar a R$ 900 o metro quadrado.

Ainda conforme Paulo Leite, o potencial da jazida só será completamente explorado se houver o
beneficiamento feito em Mato Grosso.

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“É bom para Mato Grosso se for beneficiado aqui, porque se for só explorado e levado para o Espírito Santo ou Bahia para beneficiar, qual o interesse? Vai ser recolhida uma taxa para a Sedec  (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico), mas nós temos uma Zona de Processamento ao lado da mina, a menos de 40 km. Nós precisamos dar incentivo para essa mineradora beneficiar as pedras”, afirma.

De acordo com o secretário, a inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que deve ocorrer em setembro deste ano, poderá possibilitar esse beneficiamento.

“Não é só o emprego que a mineradora traz. Ela traz conhecimento, técnicos de qualidade, pessoas que conhecem o mercado internacional de pedras ornamentais e uma série de outras coisas. Nós temos o minério e tem um custo de exploração dele, o custo ambiental, mas tem que ter também o retorno. Isso deve ser discutido. Tem muita coisa a ser feita”, pontua.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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