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GOVERNO TRAÇOU DIAGNÓSTICO DO SETOR

Metamat busca acabar com exploração ilegal do ouro por meio de cooperativas

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A Companhia de Mineração de Mato Grosso (Metamat) tem buscado formas de ajudar os garimpeiros tradicionais, que são, em sua maioria, pessoas de baixa instrução, a se organizarem em cooperativas para trabalhar com Permissão de Lavra Garimpeira (PGL), emitida pela Agência Nacional de Mineração (ANM), e sem agredir o meio ambiente.

O projeto Garimpo Sustentável tem como meta principal a regularização das atividades da pequena e média mineração e cooperativas do setor mineral, e, consequentemente, a melhora na qualidade de vida das pessoas que vivem nessas regiões.

Por meio do projeto, a Metamat contratou a organização da sociedade civil Central das Pequenas Organizações do Estado de Mato Grosso (Cordemato) para promover um estudo com os garimpeiros e traçar um diagnóstico do setor. A equipe responsável visitou garimpos de 11 municípios do Estado, em um trabalho que levou cerca de um ano.

“Quando entramos na Metamat, em 2019, diagnosticamos que haviam 15 mil garimpeiros que trabalham só com isso a vida toda. Em 2020 assinamos um TAC com o município de Aripuanã, e a mineradora Nexa cedeu uma área de 509 hectares, propiciando que três mil pessoas trabalhassem de forma legal. Regularizamos também 20 mil hectares na Pista do Cabeça, em Alta Floresta, por meio da ANM. No garimpo de Novo Astro, em Nova Bandeirantes, estamos trabalhando com projeto piloto de garimpo sustentável”, explicou o presidente da Metamat, Juliano Jorge, sobre a importância do trabalho.

Segundo Juliano Jorge, neste ano, a Metamat vai buscar a regularização dos garimpos da região Oeste do Estado, em parceria com a Agência Nacional de Mineração. A organização em cooperativas tem sido a saída dos garimpeiros da ilegalidade. A Metamat ajudou na formação da primeira cooperativa de garimpeiros em Mato Grosso, a Coogavepe (Cooperativa dos Garimpeiros de Peixoto), em Peixoto de Azevedo. Eles fazem um trabalho sustentável, no qual, depois do garimpo, e eliminadas as perfurações, vem as plantações de hortas.

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Residente em Guiratinga, a garimpeira Moema Bessa Lucas trabalhou ao lado do marido no garimpo de diamantes desde os 17 anos. Ela destacou que a ação do Estado, por meio do projeto, deu atenção aos trabalhadores do setor.

“O pessoal do projeto Garimpo Sustentável conheceu a nossa realidade. Eles foram nas corrutelas e nas vilas, que existem ainda. É difícil para o garimpeiro conversar com um geólogo, pois ele sabe quebrar pedra. Acredito que o garimpo sustentável faz os municípios sobreviverem e viverem. Condenam o garimpeiro, mas, na nossa região, ele é diamante. Nós nunca colocamos uma grama de mercúrio na nossa região. Nós precisamos de gente que olhe para gente, e que nos ajude a tornar essa realidade sustentável”.

O garimpeiro que pediu para se identificar como A.A.F disse que muita gente que trabalha no garimpo está na segunda ou terceira geração de esperançosos em conseguir achar o tão sonhado minério em grande quantidade. Muitos não sabem ler nem escrever, e tem como único ofício ser garimpeiro. Ele destaca que o projeto mostra que o Estado se interessou em buscar alternativas para eles se regularizarem.

Cooperativas são a solução

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O presidente da Metamat diz que a companhia tem estimulado que os garimpeiros se organizem dentro de cooperativas. É por meio delas que eles conseguem a autorização para explorar o subsolo, a esperada PGL, que é emitida pela Agência Nacional de Mineração.

Em Mato Grosso há cerca de 40 cooperativas de garimpeiros, segundo o presidente da Federação das Cooperativas de Mineração do Estado de Mato Grosso (Fecomin), Gilson Camboim. É por meio da organização em cooperativa que eles conseguem contratar equipe técnica, orientação e capacitação para ter acesso a permissão da lavra garimpeira e atuar dentro da legalidade.

“Quando você comercializa dentro da legalidade, você tem um ganho no seu produto. A legalização promove a proteção ao meio ambiente e fortalece a economia da nossa região”, observou.

Perfil

O estudo encomendado pela Metamat apontou que os cerca de 15 mil garimpeiros que atuam em Mato Grosso são homens, com mais de 45 anos, ganham até três salários mínimos e muitos sequer têm documentos. Como a profissão não é reconhecida, quando se aposentam não têm acesso à aposentadoria, nem por idade.

Outra característica em comum da maioria dos garimpeiros tradicionais do Estado é de que são pessoas com baixa instrução. Sem informação, trabalham na ilegalidade atuando sem Permissão de Lavra Garimpeira.

A maioria das famílias de garimpeiros moram nas regiões de garimpo desde os anos 80, oriundos especialmente dos estados do Norte e Nordeste. Uma atividade que foi passando de avô para pai e pai aos filhos.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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