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Mineração, sociedade e agronegócio

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Pamela Alegria (Advogada especialista em direito Minerário e Ambiental)

  • Apontou a desunião do setor, a falta de comunicação com a sociedade e a dificuldade em demonstrar a dependência que o setor tem dos recursos minerais;
  • Destacou que o agronegócio brasileiro só chegou a este patamar graças a união, que resultou em representação política, em uma série de politicas públicas eficazes e capazes de impulsionar o setor;
  • Desinteresse poder judiciário na mineração. “Convidamos todas as áreas do judiciário, e todos confirmaram presença, infelizmente nenhum deles compareceu”, lamentou Alegria;
  • Criticou a ausência do direito minerário na formação acadêmica, que ainda é visto como uma aba do direito ambiental.

 

Tatiana Monteiro  – Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB

  • Afirmou que é necessário que o setor trabalhe para mudar o discurso de que a atividade mineraria é sinônimo de degradação ambiental;
  • Os negócios da mineração, a exemplo de todas as outras atividades econômicas, são baseados no tripé: sustentabilidade ambiental, econômica e social;
  • Fortalecimento do setor passa pela interlocução com a academia, porque o judiciário se baseia em estudos técnicos e não somente em leis;
  • Biodiversidade de Mato Grosso influencia no teor protetivo , mas de 60% do território é de área protegida, seja reserva legal, APP… Pelos diversos biomas existentes, não é possível comparar Mato Grosso com nenhum ouro estado;
  • Mineração ocupa 1% do solo mato-grossense. “É preciso avançar”, isso só se faz com estudos científicos e mapeamento;
  • Apontou a falta de comunicação do setor;
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Gustavo Oliveira – (vice-presidente da FIEMT)

  • Aposentou a importância do setor de mineração para a economia de Mato Grosso, mas que os mineradores ficam apenas na defensiva, e fez um comparativo com o agro que só avançou quando assumiu seu protagonismo;
  • Ressaltou que o imaginário coletivo das pessoas associa a mineração apenas a extração de ouro, quando a atividade é tão diversa quanto o próprio setor industrial. “90% da nossa vida é cercada de produtos de origem mineral”, disse;
  • Corou mudanças no modelo ambiental, diante do baixo impacto da mineração e da capacidade de recomposição ao fina da atividade;
  • Apontou o associativismo como solução para o fortalecimento do setor. “Eu venho da cultura associativa. Precisamos entender que o problema do setor é de todos, precisamos fortalecer a cultura cooperativista;

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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