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Mineração precisa de sistema tributário previsível, diz ministério

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A secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME (Ministério de Minas e Energia), Ana Paula Bittencourt, disse nesta 3ª feira (10.jun.2025) que a mineração demanda um sistema tributário previsível e que a instabilidade da atividade econômica exige estabilidade no ambiente regulatório e tributário.

“A criação de um marco normativo tributário claro estabelece as condições para que o setor contribua de forma mais consistente para o desenvolvimento social e econômico”, disse Bittencourt, durante a abertura do evento  o “Brasil em Transformação – mineração no Brasil e no exterior” realizado pelo Correio Braziliense, em Brasília.

“Para viabilizar investimentos de longo prazo, é fundamental que as empresas tenham clareza sobre as normas vigentes, minimizando as incertezas sobre custos, incluindo previsibilidade em relação a taxas e impostos, sobretudo depois da reforma tributária com a incidência do Imposto Seletivo”, afirmou a secretária.

Ainda em julho de 2024, o 1º grupo de trabalho sobre a regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados apresentou uma alíquota de até 0,25% para a extração de bens minerais como petróleo, carvão mineral e minério de ferro.

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Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a cobrança.

Além dos impostos previsíveis, Bittencourt citou fatores como estabilidade política, normas transparentes, disponibilidade de infraestrutura, capital humano, e acesso a financiamento: “Na mineração, isso é ainda mais relevante, considerando as especificidades do nosso negócio. A mineração enfrenta riscos intrínsecos de natureza geológica e de mercado”.

Disse, ainda, que a discussão sobre mineração envolve estratégia, regras e desenvolvimento: “Existe uma preocupação muito grande hoje do nosso Ministério de que isso seja feito de uma determinada forma”.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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