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Material mais resistente que diamante poderia ser feito em laboratório

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Uma simulação de supercomputador mostrou que talvez seja possível criar um “superdiamante” em laboratório. O material seria uma fase ainda mais dura e resistente do diamante que conhecemos, que até o momento existe apenas na teoria.

Conhecida como cristal cúbico de corpo centrado de oito átomos (BC8), essa hipotética fase super resistente do carbono poderia suportar uma compressão 30% maior do que o diamante.

Além disso, esse material poderia teoricamente se manter estável sob pressões superiores a 10 milhões de atmosferas terrestres. Em comparação, o diamante comum suporta pressão equivalente a 1 milhão de vezes àquela de nossa atmosfera.

Embora nunca tenha sido encontrado na natureza, astrônomos suspeitam que o BC8 possa existir no centro de exoplanetas (mundos que orbitam outras estrelas que não o Sol) ricos em carbono. Isso porque o interior de alguns exoplanetas gigantes sofre pressão suficiente para produzir o material.

Agora, pesquisadores querem encontrar um meio de compreender e, quem sabe, produzir esse superdiamante em laboratório. Um novo estudo usou simulações de dinâmica molecular no supercomputador Frontier e descobriu a metaestabilidade extrema do diamante em pressões muito altas.

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Para isso, eles deixaram o simulador produzir interações entre bilhões de átomos de carbono com alta precisão quântica, em várias condições distintas de pressão e temperatura. Os autores descobriram que o BC8 só poderia ser produzido nas condições de uma parte muito específica do diagrama de fases de carbono.

Esse estudo revela que os cientistas ainda não puderam sintetizar a fase BC8 do carbono devido à estreita faixa de pressões e temperaturas exigidas. A equipe espera um dia realizar essa façanha e os resultados da pesquisa podem apontar a direção.

O artigo foi publicado no periódico The Journal of Physical Chemistry Letters.

Fonte: The Journal of Physical Chemistry LettersLaboratório Nacional Lawrence Livermore

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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