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Governo de MT quer arrecadar 4 vezes mais com taxa de mineração, diz Confederação das Indústrias

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser adicionada em uma ação contra a taxa de mineração em Mato Grosso. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7598 é contra a lei estadual 12.370/2023. No pedido, a CNI alega que o Estado pretende arrecadar com a taxa cinco vezes o gasto total da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com todo o setor. O pedido é da última sexta-feira, 21.

“Em outros termos, este valor deve ser utilizado pela Secretaria para todas as suas atividades relacionadas à atividade minerária, o que, evidentemente, não inclui somente a fiscalização. Ainda assim, tal desproporção chega a patamares assustadores: o Estado do Mato Grosso arrecadará mais de 4 vezes o valor orçado para toda a atuação da SEDEC relacionada à atividade de mineração, o que inclui outras atuações além da pretensa fiscalização que fundamenta a exação”, justificou.

Mesmo com a redução de 20%, após o Governo mudar a lei e reduzir a taxa, a CNI explica que o valor ainda supera o custo de todas as atividades da Sedec. Além disso, segundo os dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) há a inclusão de gastos que não são relacionados às atividades de mineração, como o custeio previdenciário dos servidores.

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A CNI também diz que o Estado não pode arrecadar “o que quiser” com base nos valores dos lucros das atividades, mas sim com base no valor dos custos fiscais com a mineração. Ainda, o STF deixa claro que as taxas não podem ter a base de cálculo própria de impostos.

“Nesse sentido, a invulgar desproporção foi devidamente demonstrada acima, o que faz com que a taxa assuma o caráter de imposto (mal) camuflado com nomenclatura imprópria. […] se o legislador menciona a existência de taxa, mas elege base de cálculo mensurador de fato estranho a qualquer atividade do Poder Público, então a espécie tributária será outra, naturalmente um imposto”, afirmou.

A lei da taxação 12.370/2023 aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMT) e já sancionada pelo governo do Estado está causando descontentamento com a categoria. As mineradoras relatam que a lei é inconstitucional porque pretende arrecadar um valor desproporcional aos custos do Estado para fiscalizar a atividade.

Apesar de a CNI já ter protocolado a ADI 7.400 na Corte Suprema contra a mesma lei de Mato Grosso, ela pediu para participar do processo do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) ADI 7598. Ambos os processos foram protocolados para impedir a cobrança excessiva da taxa no estado.

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“Nesse sentido, como a própria CNI já foi admitida como requerente na ADI 7400, sobre tema idêntico, pressupõem-se presentes, por extensão, os requisitos da representatividade e da relevância da matéria para a pretendida admissão como amicus, conforme o disposto no art. 7º, § 2º, da Lei 9.868/99, até porque o tributo é pago pela base representada pela Confederação”, explicou.

Apesar de a lei ter sido editada pelo governador Mauro Mendes (União) com a redução de 20%, a CNI explica que a redução é insuficiente para acabar com a desproporcionalidade entre o valor arrecadado e o gasto do Estado com a fiscalização da atividade.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

Leia Também:  Bancos centrais enchem (cada vez mais) os cofres com ouro. Euro perde brilhoouro já é o segundo ativo com maior peso nas reservas dos bancos centrais. Num período marcado por crescentes tensões geopolíticas e pela ameaça de novas tarifas, o metal dourado superou o euro nas reservas, impulsionado pelos reforços por parte dos bancos centrais e pela escalada dos preços para sucessivos máximos históricos. “O peso do ouro nas reservas estrangeiras oficiais totais – incluindo divisas e reservas de ouro – aumentou para 20% no final de 2024, ultrapassando a do euro, devido aos preços e compras de ouro historicamente elevados”, adianta o Banco Central Europeu num novo relatório divulgado esta quarta-feira. Os cálculos do BCE dão conta que, no final do ano passado, os bancos centrais aumentaram as suas reservas em ouro para mais de 1.000 toneladas, duplicando o nível registado na década anterior. Isto, num período em que as cotações do metal dourado dispararam cerca de 30%. Ouro é o segundo maior ativo de reserva dos bancos centrais Fonte: BCE Com base nos preços de mercado, o peso do ouro nas reservas, de 20%, superou o do euro, que se manteve nos 16%. Segundo o BCE, os bancos centrais têm hoje quase tanto ouro nos “cofres” como tinham em 1965, na era de Bretton Woods do pós-guerra. Recorde-se que até 1971 as taxas de câmbio globais eram fixadas em relação ao dólar americano, que por sua vez podia ser convertido em ouro a uma taxa de câmbio fixa. As reservas em ouro, que atingiram um máximo nas 38 mil toneladas em meados dos anos 60, subiram para 36 mil toneladas em 2024, diz o BCE. Conflitos e tarifas impulsionam procura… e os preços A compra de ouro pelos bancos centrais disparou nos últimos três anos, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, com estas entidades e os investidores a procurarem refúgio no metal precioso. “A procura por ouro para reservas monetárias aumentou acentuadamente após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022 e permaneceu alta. No entanto, as compras de ouro para consumo e investimento em joias continuaram a representar a maior parte da procura global”, escrevem Anja Brüggen, Maurizio Michael Habib, Roger Gomis e Alessandro Vallin, num artigo publicado no relatório do BCE. Os mesmos especialistas explicam que, “em 2024, a queda na procura por consumo de joias, particularmente na China, foi compensada por uma maior procura por investimento. A participação combinada de ambas as categorias permaneceu em 70% da procura global”. O BCE refere ainda que “pesquisas recentes indicam que a imposição de sanções financeiras está associada a aumentos na participação das reservas do banco central em ouro”. “Em cinco dos dez maiores aumentos anuais na participação do ouro nas reservas cambiais desde 1999, os países envolvidos enfrentaram sanções no mesmo ano ou no ano anterior”, justifica. Segundo o mesmo relatório, os países que estão geopoliticamente mais próximos da China e da Rússia registaram os maiores aumentos do peso do ouro nas reservas desde o último trimestre de 2021. A forte procura pelo metal precioso tem puxado os preços para níveis inéditos. Desde o início do ano, o ouro escala 27%, tendo já chegado a superar a fasquia dos 3.500 dólares.

O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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