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PAU-DE-BALSA

Embrapa investiga como fazer uma extração sustentável do ouro

O projeto que usa planta nativa começou em 2020 com a designer de biojoias Raquel de Queiroz que procurava maneiras de produzir peças mais sustentáveis

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Uma pesquisa da Embrapa analisa o uso da folha do pau-de-balsa, árvore nativa da Amazônia, para substituir o mercúrio na extração de ouro. O mercúrio traz sérios riscos à saúde humana e ao ambiente. Os estudos mostram que a folha da planta pode ser uma alternativa viável, sustentável e barata para a atividade garimpeira. Ainda há possibilidade de reflorestamento de áreas devastadas.

O projeto começou em 2020 com a designer de biojoias Raquel de Queiroz que procurava maneiras de produzir peças mais sustentáveis. Ela encontrou na cidade de Chocó, na Colômbia, o uso do pau-de-balsa de forma artesanal na extração de ouro. A pesquisadora da Embrapa Marina Morales explica que essa primeira etapa foi exploratória, com a caracterização química da folha do pau-de-balsa.

A segunda etapa da pesquisa é relacionada ao contato direto com ouro. Por isso, neste ano, um garimpo legalizado com mais de 70 garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, foi selecionado para coleta de amostras e comparação da extração tradicional entre mercúrio e pau-de-balsa. Marina Morales dá detalhes sobre as fases seguintes da pesquisa.

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O estudo da Embrapa também vai trabalhar na produção do pau-de-balsa para a recuperação de áreas degradadas nos próprios garimpos por meio de biofábricas locais. A árvore é conhecida por ter crescimento rápido e contribuir para melhorar o desenvolvimento das florestas.

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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