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CORREIO DEBATE: CAMINHOS DO OURO

Casa da Moeda lançará aplicativo para monitorar transações e procedência de ouro

A Plataforma de Rastreabilidade Segura da CMB é um sistema inédito no país, que pode começar a ser implantado ainda neste ano

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Para resolver problemas sociais, ambientais e econômicos decorrentes do garimpo ilegal, o diretor de Inovação e Mercado da Casa da Moeda do Brasil (CMB), Leonardo Abdias, trouxe, em primeira mão, no Correio Debate: os Caminhos do Ouro, realizado pelo Correio Braziliense, com apoio da Casa da Moeda do Brasil – o detalhamento de um estudo produzido pela própria instituição, que promete garantir um processo mais seguro nas transações realizadas em ouro no país.

A Plataforma de Rastreabilidade Segura da CMB é um sistema inédito no país, que pode começar a ser implantado ainda neste ano. Por meio de um aplicativo, tanto o governo federal, poderá monitorar as transações e a procedência de ouro, além de outras informações. A cada transação, será emitido um Selo Fiscal Inteligente com validade, tanto no território nacional como no exterior.

A tecnologia foi desenvolvida inicialmente para fiscalizar transações de outros produtos como bebidas e cigarros e, desde 2021, a Casa da Moeda busca expandir a inovação para o comércio do ouro. A implantação, no entanto, ainda depende do recebimento de uma delegação, via Medida Provisória (MP), ou por outro instrumento legal. A expectativa, segundo Abdias, é que a customização para a realidade brasileira leve de 3 a 4 meses.

O novo selo utilizado pela CMB contará com versões física e digital. A primeira será impressa na própria barra ou lingote dentro do próprio local onde ele for confeccionado. A marca principal será um QR Code, que será gerado a cada transação. No código digital, serão detalhados o responsável pela criação do lingote, a data de criação e número de série, o país e estado de origem, o peso do produto, além dos títulos minerários e rastreabilidade anterior na cadeia.

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“Evidentemente, só aos agentes devidamente credenciados ou autorizados a produzir lingotes ou barras de ouro teriam acesso a esses códigos. Então são códigos inteligentes que são impressos de forma segura diretamente no produto e esses códigos só são gerados e armazenados dentro da blockchain da Casa da Moeda e eles só são disponibilizados à medida que esse ator existe, ou seja, é um ator legalizado”, explica o diretor.

Além da plataforma de rastreabilidade e do selo fiscal, o diretor de inovação ainda afirma que a iniciativa terá outros pilares de sustentação, que são a assistência técnica, promovida pela própria instituição, além de base legal e atuação do governo. “Entendendo que é um papel do Estado, de fato, controlar e usar as ferramentas que estão à nossa disposição para sufocar o mercado ilícito”, acrescenta.

As principais vantagens do novo sistema, segundo o diretor, são a possibilidade de registro e controle de todos os envolvidos na compra e venda de ouro e verificação de documentação online antes da transação. Além disso, a tecnologia permite o monitoramento de todas as transações em blockchain, e a disponibilização das informações cíveis e relatórios online, permitindo cruzamentos com outras fontes.

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“Todo ator que vai utilizar o sistema em algum momento (um garimpeiro, uma DTVM) vai ter que se registrar na plataforma. Ao se registrar, faz também o reconhecimento facial, ou a biometria, uso de senhas, perfis exclusivos de acesso para cada um dos entes da cadeia, de acordo com a necessidade de acesso, e também para os órgãos de governo”, avalia Abdias.

Por fim, o sistema também garantirá monitoramento com geolocalização por 24 horas nas localidades onde houver extração de ouro, como mineradoras e lavras garimpeiras. Com isso, o diretor de inovação da CMB acredita que será possível delinear se há atuação de garimpeiros em terras de preservação, tais como as terras indígenas.

“Ele (O selo) não se propõe, obviamente, a substituir ou a competir com nenhum dos outros sistemas já existentes. Muito pelo contrário, esse sistema se propõe a agregar, a somar, a cooperar com todo controle já existente, que está em estudo e em desenvolvimento em outros órgãos”, conclui.

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Notícias

Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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