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MEDIDA INEFICAZ

Burocracia na liberação de ouro para exportação faz com que o mercado ilegal cresça, aponta Instituto

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A burocracia adotada pela Receita Federal para liberação da exportação de ouro faz com que o mercado ilegal cresça, trazendo juízos para os mineradores e a economia dos municípios de Mato Grosso. A observação foi feita pelo diretor-presidente do Instituto Somos do Minério, Roberto Cavalcante, que, em entrevista ao Olhar Direto, demonstrou preocupação caso a situação o seja resolvida o mais rápido possível.

Desde março, os mineradores têm encontrado dificuldades na liberação dos lotes após a adoção de uma política mais dura por parte do Governo Federal. Com isso, cidades mineradoras, como Poconé e Peixoto de Azevedo, perdem receitas advindas da atividade, além de registrarem crescimento no desemprego nessas regiões.

Cavalcanti explica que, com a demora o mercado da informalidade aumenta, exportando o ouro do Estado para outros países “a preço de banana”.

“Essa medida tem como reflexo negativo a desorganização do mercado do ouro formal e o aumento da informalidade desse mercado, fazendo, na verdade, que o contrabando para Bolívia ou para Venezuela aumente, justamente, devido à demora da aduana federal. Esse é um reflexo indesejado, negativo, que as autoridades têm que tomar conhecimento para fazer cessar a demora acentuada na liberação das cargas para o aeroporto de Guarulhos. A fiscalização deve ser rigorosa, sem dúvidas, mas é necessária uma certa agilidade”, destacou.

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O diretor-presidente explicou que a fiscalização mais rigorosa do governo começou com objetivo de desarticular a exportação ilegal de ouro retirado dentro da Amazônia Legal, medida que, segundo ele, está correta e tem aprovação de quem trabalha no mercado formal. No entanto, a ação tem impacto na liberação da venda do minério para as instituições financeiras que fazem a exportação do produto a outros países, chamadas de DTVM.

Ele disse que essas instituições não têm capital de giro para suportar todo o período de análise da Receita Federal, que cheg demorar até 40 dias para liberação, para exportação.

O impacto disso é sentido nos municípios mineradores. principalmente nas cooperativas e nos pequenos garimpeiros. Cavalcante acredita que, caso a situação não seja resolvida, as cidades podem colapsar financeiramente. já que muitas têm mais da metade de seu orçamento advindo da exportação do ouro.

“No estado, especificamente, nós temos a baixada cuiabana, como os municípios de Poconé e Nossa Senhora do Livramento, o Vale do Peixoto e outras cidades estão passando dificuldades, inclusive na sua economia local. Os impactos são muito negativos, porque essa paralisia na aquisição. primeiro está depreciando o preço do ouro, o valor do preço do ouro, ele está numa faixa de R$ 240. R$ 250, quando, na verdade, ele deveria estar entre g 310 a R$ 330. por exemplo”, explicou.

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“As pessoas estão sendo obrigadas a não vender e, com isso, vão também dispensando a mão de obra. Só em Poconé, por exemplo, são 3 mil empregos diretos, que vai impactar negativamente na economia de Poconé, que depende 90% do minério de ouro”, complementou.

Um grupo de políticos do Estado, liderado pelo senador Jayme Campos (UNIÁO) e pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) estiveram na Receita Federal nesta semana, cobrando celeridade. Eles cobraram que o governo estabeleça um prazo para emissão da documentação necessária para que os mineradores possam vender o ouro e para que as DTVMs possam exportar.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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