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Parceria entre cooperativas e mineradoras promove desenvolvimento e segurança jurídica

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O encerramento do ciclo de palestras na 2ª Expominério, em Mato Grosso, trouxe uma discussão sobre a coexistência entre cooperativas de garimpeiros e mineradoras. Esse modelo, que já se consolidou em várias regiões do estado, foi elogiado pelos participantes, que destacaram os benefícios para ambos os setores e o impacto positivo nas comunidades locais.

O presidente da Federação das Cooperativas Mineradoras (Fecomim) e da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (Coogavepe), Gilson Camboim, e o diretor da Cooperativa de Mineradores e Garimpeiros da Região de Aripuanã (Coopemiga), Rogério Thomaz Gaspar, compartilharam suas experiências e os desafios superados.

Segundo Camboim, a coexistência entre garimpeiros e mineradoras é viável devido à diferença na profundidade e tipo de exploração mineral. “Enquanto os garimpeiros se dedicam ao ouro superficial, que já está liberado e pode ser extraído manualmente, as mineradoras têm interesse no ouro primário, presente em profundidades maiores e que requer tecnologia avançada para sua extração”, explicou. Essa divisão permite que ambos operem na mesma área sem conflito, desde que haja anuência da mineradora para que os garimpeiros atuem nas camadas superiores.

Ele exemplificou com casos bem-sucedidos, como a parceria da Coogavepe com uma mineradora em 2008 e o recente acordo entre a Nexa e a Coopemiga. Gilson Camboim destacou que esse modelo fortalece o setor ao atrair investimentos e capital estrangeiro para a mineração industrial, enquanto oferece novas oportunidades de trabalho para os garimpeiros, promovendo o desenvolvimento local.

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“Mato Grosso sai na frente com essa iniciativa e serve de modelo para outros estados”, afirmou.

O diretor da Coopemiga, Rogério Thomaz Gaspar, compartilhou a trajetória da cooperativa em Aripuanã, onde um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado entre a cooperativa, a Nexa e as autoridades de mineração. Inicialmente, o conflito surgiu pela falta de regulamentação para a atuação dos garimpeiros na área da mineradora. Porém, com a organização dos garimpeiros na forma de cooperativa, foi possível obter a anuência da Nexa e legalizar a exploração de ouro na superfície.

Hoje, a Coopemiga conta com 1.129 cooperados e uma vila que abriga mais de 500 famílias, a 13 km da cidade de Aripuanã. A vila oferece infraestrutura básica, como água encanada, e um ponto de atendimento com serviços de saúde, controle de malária e tratamento odontológico. Além disso, a cooperativa gera um impacto econômico significativo no município, com os garimpeiros residindo e consumindo localmente, o que fortalece o comércio e contribui para o desenvolvimento da cidade.

Desde o início das operações, em 2021, a Coopemiga vem produzindo entre 25 e 30 quilos de ouro por mês, uma produção que deve aumentar à medida que a cooperativa se fortalece. O diretor da cooperativa enfatizou a importância do apoio da Nexa e das autoridades locais, incluindo a prefeitura, que reconhecem o valor da cooperativa para a comunidade.

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Sobre a Expominério 2024

A Expominério 2024 contou com o patrocínio oficial do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Companhia de Mineração de Mato Grosso (Metamat). Também tem patrocínio da Alpha Minerals e da Federação das Cooperativas de Mineração de Mato Grosso (Fecomin), Azevedo Sette Advogados, Nexa, Keystone, Aura Apoena, Rio Cabaçal Mineração, Ero Brasil Xavantina e Fomentas Mining Company.

O evento conta com apoio institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Grupo de Trabalho da Mineração da ALMT, Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro de Gemas & Metais Preciosos (IBGM), Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (Agemat), Federação Brasileira dos Geólogos (Febrageo), Núcleo de Mineração da USP (Nap.Mineração), Câmara de Comércio Brasil-Canadá, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Abrasel.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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