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Por que a CHINA está comprando OURO? Países como EUA, Rússia e Coreia estão curiosos sobre esse movimento no mercado e o Brasil também deveria ficar!
Publicado em
14 de agosto de 2024
Nos últimos meses, o mundo tem assistido a uma movimentação curiosa: a China está comprando ouro como nunca antes. Em março, o país acumulou impressionantes 72,74 milhões de onças de ouro, marcando sua 17ª compra consecutiva e elevando o preço do metal precioso a níveis recordes, com uma onça chegando a valer US$ 2.355 nas negociações asiáticas. Mas por que a China está comprando ouro? E o que isso significa para a economia global? Neste artigo, vamos explorar as razões por trás dessa estratégia e o seu impacto.
Aumento recorde nos preços do ouro
Em abril, o preço do ouro atingiu um recorde histórico, com a onça troy (aproximadamente 31 gramas) chegando a valer US$ 2.355 nas negociações asiáticas. Esse aumento está diretamente ligado ao movimento da China, que acumulou 72,74 milhões de onças troy finas em março, marcando a 17ª compra consecutiva do metal precioso. Esse movimento não passou despercebido pelo mercado e gerou uma série de especulações sobre os motivos por trás da estratégia chinesa.
O ouro é conhecido por ser um ativo seguro em tempos de crise. Nos últimos anos, o metal já havia experimentado outras altas, como durante a crise de 2008 e durante a pandemia de COVID-19. Mais recentemente, o ouro subiu novamente com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Tudo isso contribui para a percepção de que o ouro é uma reserva de valor em tempos de incerteza.
Por que a China está comprando ouro?
Por que a China está comprando ouro? Existem duas razões principais: a preocupação com a dívida dos Estados Unidos e o risco de sanções econômicas. Com uma dívida que ultrapassa os US$ 34 trilhões, os chineses estão cada vez mais preocupados com a estabilidade econômica dos EUA. Essa incerteza leva a China a buscar alternativas que ofereçam maior segurança para suas reservas.
Gilberto Cardoso, CEO da Tarraco Commodities, explica que a China está buscando se proteger contra a inflação e diminuir sua exposição aos títulos da dívida americana. “A China está preocupada com o nível de endividamento americano. Ela aumenta sua reserva de ouro físico e vende treasuries, buscando um ativo que oferece proteção contra a inflação,” destaca Cardoso.
Outros fatores, como a crescente tensão geopolítica entre China e Estados Unidos tem levado o país asiático a buscar maneiras de proteger sua economia de possíveis sanções. O dólar, que por muito tempo foi a principal moeda de reserva global, agora é visto como uma “arma” pelos chineses. Nesse cenário, o ouro surge como uma alternativa segura e menos suscetível a pressões políticas.
Qual é o papel do ouro na estratégia chinesa?
O ouro é visto pela China como um porto seguro em tempos de crise. Historicamente, o metal precioso tem sido uma reserva de valor confiável, especialmente durante períodos de turbulência econômica e política. A reserva de ouro da China, que atualmente totaliza 2.262,45 toneladas, é uma das maiores do mundo. Esse acúmulo não apenas protege o país contra possíveis sanções, mas também oferece uma forma de diversificar suas reservas, reduzindo a dependência do dólar.
Paulo Roberto Feldmann, professor de economia internacional da USP, ressalta a importância da diversificação. “A China é um dos países que mais aplica em dólar. É natural que resolva aplicar em outras moedas, inclusive na sua própria, o Yuan. A aplicação em ouro é uma estratégia natural para um país que busca reduzir riscos.”
O futuro do ouro e da economia global
A tendência de compra de ouro pelos bancos centrais, liderada pela China, é vista como uma forma de proteção contra a incerteza econômica e geopolítica. Segundo um estudo do FMI, essa prática se intensificou desde o início da guerra na Ucrânia, quando muitos países começaram a buscar alternativas ao dólar para proteger suas economias.
Cardoso sugere que a China pode estar se preparando para um futuro em que o ouro desempenhe um papel central no sistema monetário global. “No futuro, a China pensa em ter uma moeda digital lastreada em ouro. Ela teme que a base monetária americana perca o controle com endividamento e tenha uma inflação global sem freio.”
A compra massiva de ouro pela China é mais do que uma simples estratégia de investimento. É uma resposta às incertezas econômicas e geopolíticas, bem como uma tentativa de proteger a economia chinesa de possíveis sanções e crises futuras.
À medida que a China continua a acumular ouro, o impacto dessa estratégia será sentido não apenas no preço do metal precioso, mas também no equilíbrio econômico global. O que resta saber é como outros países e mercados reagirão a essa mudança no jogo das reservas internacionais.
Se você estava se perguntando por que a China está comprando ouro, agora já sabe as razões por trás dessa estratégia! Fique de olho, pois esse movimento é só o começo de uma história que promete impactar o cenário econômico global nos próximos anos.
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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos
Published
6 meses atráson
17 de novembro de 2025
A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.
Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.
“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.
O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.
Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.
Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.
No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.
Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.
A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.
Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).