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Ouro pode disparar para US$ 3000 com entrada maciça de fluxo

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Os preços do ouro têm potencial para alcançar US$ 3.000 por onça, graças a uma expansão maciça de fluxo financeiro, segundo um relatório recente dos analistas do Citi.

O banco argumenta que a deterioração no mercado de trabalho dos EUA, combinada com uma tendência geral de desinflação e um resultado mais fraco do que o esperado no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de junho, reforça a possibilidade de uma postura mais relaxada por parte do Federal Reserve na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em julho.

“Esperamos que isso seja benéfico para o ouro e a prata até o final do ano”, destacou o Citi, notando também impactos positivos para metais básicos como o cobre.

A análise do Citi evidencia o efeito dos cortes anteriores do Fed nos preços dos metais preciosos, indicando que “os retornos logarítmicos médios anualizados para os metais preciosos foram de 13% nos seis meses seguintes ao primeiro corte do Fed” durante os últimos quatro ciclos.

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Além disso, o relatório aponta que “os retornos de 12 meses para o setor foram, em média, de 20% ou mais nos dois episódios mais recentes”, estabelecendo metas de preços para o ouro entre US$ 2.800 e US$ 3.000 por onça e para a prata entre US$ 38 e US$ 40 por onça até meados e final de 2025.

O documento também destaca os recentes fluxos de entrada em fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs) de ouro, que registraram entradas líquidas em junho pela primeira vez nos últimos 12 meses, com julho seguindo a mesma tendência com uma entrada mensal de mais de 30 toneladas.

“Isso pode indicar uma mudança significativa após uma tendência de desestocagem líquida de 43 meses, totalizando cerca de ~925 toneladas”, apontou o Citi, sugerindo uma virada positiva para o ouro.

O Citi também observa que há espaço para uma expansão adicional no comprimento líquido dos contratos futuros de ouro na Comex, que se manteve estável entre 160-190 mil lotes desde meados de março até o início de julho. Eles projetam que o comprimento líquido poderia aumentar em mais 100 mil lotes, comparando com as tendências de 2016 e 2019.

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O Citi acrescenta que a condição de “supercontango” observada na curva futura provavelmente reprimiu o aumento de posições compradas no primeiro semestre de 2024, mas um cenário de preços mais altos e maior volatilidade no final do ano poderia incentivar a adição de novas posições compradas.

“Com uma margem de alavancagem de 20-1 e considerável liquidez disponível”, o banco afirma que o potencial para aumento nos preços do ouro permanece robusto.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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