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O planeta Mercúrio pode ter uma camada de diamante por baixo da superfície

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Mercúrio pode estar guardando um tesouro centenas de quilômetros abaixo de sua superficie: uma grossa camada de diamantes. Pelo menos é o que diz um experimento publicado na Nature Communications que recriou as condições antigas do planeta mais próximo do Sol.

O diamante, cristal que se tornou símbolo de luxo e riqueza, é uma forma alotrópica do carbono, o elemento químico essencial para a vida. Ele forma, naturalmente, estas pedras preciosas e a grafite.

Mércúrio, o menor planeta do sistema solar, é rico em carbono. Quem descobriu isso foi a sonda Messenger, da Nasa, que orbitou o planeta entre 2004 e 2015 e mostrou sua superfície coberta de grafite. O elemento químico muito provavelmente também está presente no interior do globo, onde ele pode se manifestar de formas diferentes dependendo da temperatura e da pressão.

Recriando um planeta num laboratório

Cientistas da Universidade de Liège, na Bélgica, recriaram em laboratório as condições do interior de Mercúrio há 4 bilhões de anos, quando o planeta inteiro era só um grande oceano de magma em volta de um pequeno núcleo metálico.

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Para recompor esse antigo planeta, os pesquisadores se valeram de misturar compostos que eles sabem que existiam em Mercúrio na época, como enxofre, titânio e dióxido de alumínio, em uma prensa mecânica de bigorna feita de grafite rica em carbono.

A pressão exercida pela prensa, de sete gigapascals, é equivalente a 69 mil vezes a pressão da atmosfera da Terra no nível do mar. Eles aqueceram a mistura a 2000 °C, e os elementos químicos derreteram completamente quando os termômetros atingiram 1900 °C. Os cientistas explicam que essa seria a temperatura do oceano de magma de Mercúrio quando  o planeta foi formado.

As condições encontradas no experimento são teoricamente ótimas para a formação de diamantes: se a temperatura tivesse sido um pouco maior, o carbono se transformaria em grafite. O oceano de magma mais frio do que eles imaginavam traz maiores as chances de se formarem diamantes estáveis.

Os cientistas acreditam que os diamantes se formaram no núcleo e, depois de alguns milhões de anos, se estabilizaram como uma camada entre ele e o manto. Hoje, pode ser que essa faixa de cristais tenha até 200 metros de grossura, com 1% da massa total de Mercúrio composta por dia antes.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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