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Portugal levou nosso ouro? Descubra qual foi o real destino do tesouro brasileiro!

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Recentemente, Flávio Dino, que é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou sobre um caso de xenofobia contra uma brasileira em Portugal. Na ocasião, ele afirmou que até concordaria que os portugueses repatriassem todos os imigrantes brasileiros que por lá vivem.

No entanto, ele ressaltou: isso, desde que devolvam “junto o ouro de Ouro Preto”. “E aí fica tudo certo, a gente fica quite”, disse ele ao comentar o caso de uma brasileira que foi ofendida no aeroporto do Porto, em Portugal. Na ocasião, uma portuguesa gritou para ela “voltar para sua terra”. A mesma mulher ainda acusou os brasileiros de “invadirem Portugal”.

Essa fala do ministro se junta a uma série de memes e provocações postadas por brasileiros nas redes sociais sobre o tema. Mas, o que de fato aconteceu com o ouro retirado do Brasil durante a colonização portuguesa? Para contar essa história, a equipe do Click Petróleo e Gás teve como base uma reportagem publicada pelo canal “BBC News Brasil”.

O Ciclo do Ouro

Antes do início do Ciclo do Ouro, no começo do século XVIII, já havia exploração de ouro no Brasil, embora de maneira inicial. Registros históricos apontam para a região de Paranaguá, no Paraná, algumas décadas antes, e para jazidas em São Paulo desde o século XVI.

No entanto, foi com as descobertas em Minas Gerais, no final do século XVII, que o ouro passou a ser o principal produto extraído da colônia, substituindo a cana-de-açúcar.

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Até hoje, a quantidade exata de ouro retirada do Brasil não é clara, pois muitos registros foram perdidos, como no incêndio da Alfândega de Lisboa em 1764, e o contrabando era comum para fugir da tributação do quinto, o imposto real de 20%.

Todavia, segundo o historiador Virgílio Noya Pinto, em seu livro “O Ouro Brasileiro e Comércio Anglo-Português”, estima-se que a produção no século XVIII foi de 876.629 quilos. Outra estimativa, agora feita pelo geólogo Pandiá Calógeras, estipula que a quantidade tenha sido de 948.105 quilos, incluindo a Bahia.

O destino do metal precioso

Em entrevista ao veículo citado, o historiador Leonardo Marques, que é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), relatou que é impossível saber exatamente quanto ouro foi levado para Portugal, mas as estimativas se baseiam em registros da chegada do metal à Europa, grande destino da matéria-prima.

No entanto, uma pergunta: faz sentido falar em desvantagem do Brasil e benefício para Portugal, considerando que na época ambos faziam parte de um mesmo império?

Para Leonardo Marques, a discussão sobre a herança colonial é válida. “Naquele momento, não havia separação entre Brasil e Portugal. Mas os efeitos humanos e ambientais da mineração são sentidos aqui até hoje”, diz ele.

A fome de ouro portuguesa

Como explica a matéria do canal “BBC News Brasil”, a exploração do ouro no Brasil surgiu num momento de crise econômica global, com escassez de metais preciosos no mercado após a euforia das minas de prata na América espanhola. Portugal, após a União Ibérica e perdas de entrepostos para os holandeses, enfrentava concorrência na produção de açúcar no Caribe.

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O estímulo da coroa portuguesa para buscar ouro transformou a América portuguesa. No século XVIII, as Américas respondiam por 85% da produção mundial de ouro. Minas Gerais foi o principal polo dessa exploração, com impactos profundos na sociedade e economia da colônia.

O caminho do ouro brasileiro

Os colonos portugueses, usando mão de obra escravizada, exploravam as minas e utilizavam o ouro no comércio local e em Portugal. A coroa cobrava 20% do ouro extraído, parte do qual financiava obras públicas em Portugal, como o Palácio Nacional de Mafra.

Grande parte do ouro foi parar na Inglaterra, devido aos acordos comerciais desiguais entre Portugal e Grã-Bretanha, como o Tratado de Methuen de 1703. Portugal trocava ouro por produtos manufaturados britânicos, essenciais para a Revolução Industrial.

As consequências no Brasil

O Ciclo do Ouro modificou a economia e a sociedade da colônia, com uma interiorização econômica e um novo polo econômico no centro-sul. O tráfico de escravos aumentou significativamente para suprir a demanda de trabalho nas minas.

Nesse sentido, Leonardo Marques ressalta que muitos dos problemas atuais do Brasil resultam dessa lógica de exploração. “Formou-se uma sociedade escravista, hierarquizada, com impactos ambientais e sociais que permanecem até hoje”, disse ele, destacando ainda que o meme “devolve nosso ouro” levanta uma discussão maior sobre as influências globais na história e desenvolvimento do Brasil.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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