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MINERAÇÃO SUSTENTÁVEL

CST da Mineração quer incentivar projetos de bioconstrução

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A Câmara Setorial Temática da Mineração (CST), presidida pelo deputado Max Russi (PSB), quer incentivar projetos sustentáveis em Mato Grosso através de rejeitos gerados pela atividade minerária. Nesse contexto, a comissão técnica da CST se reuniu nessa semana com representantes da GBJL Construdecor e Fomentas Mining Company.

 

Em um trabalho conjunto, essas empresas transformam resíduos da mineração em insumos biologicamente corretos, como tijolos biomodulares, revestimentos, vasos de plantas, esculturas, telas e outras matérias-primas utilizadas na construção civil e decoração.

 

Na prática, a GBJL transforma o que é coletado em grande variedade de produtos. Já a Fomentas assegura o financiamento e a realização de testes físicos e químicos que garantem a segurança e confiabilidade do que é produzido. A empresa é responsável pela gestão de mineradoras nos estados de Mato Grosso e Pará, possuindo 18 mil hectares de subsolo em direitos minerários.

 

Outros fatores citados pela comissão da CST, envolvem questões econômicas, ecológicas e até sociais. Para a construção de uma residência com os materiais sustentáveis, produzidos a partir de sedimentos da mineração, serão economizados cerca de 40% dos gastos de uma casa comum. Além disso, uma moradia sustentável apresenta uma temperatura mais amena, chegando à 6 graus a menos.

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Seguindo a linha do projeto “Mineração na Mídia”, um dos carros chefes da CST, que tem por objetivo desmistificar a atuação minerária, mostrando que esse é um setor que fortalece o desenvolvimento econômico e social do estado, aliando segurança e sustentabilidade.

 

O deputado Max Russi está otimista quanto a implementação de medidas similares, “é importante esse compartilhamento de experiências que contribuam para a promoção de uma mineração mais sustentável. São muitos desafios dessa CST e um deles é implementar e incentivar ações como essa, de bioconstrução, que geram resultados não só ambientais e sustentáveis, mas também sociais”, avalia.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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