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Ouro fecha em alta com dólar e juros dos EUA mais fracos

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ouro fechou em alta nesta segunda-feira (28), com atratividade beneficiada pelo desempenho fraco do dólar e dos juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) neste pregão, à medida que investidores digerem o Simpósio Jackson Hole e aguardam dados da economia americana. Contudo, analistas apontam que o rali terá fôlego limitado, caso se confirme o cenário de resiliência da economia dos EUA.

Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro fechou em alta de 0,35%, a US$ 1.946,80 por onça-troy.

Em relatório, o Julius Baer avalia que o mercado de metais preciosos praticamente não reagiu ao discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, que manteve o discurso de que a política monetária futura dependerá da evolução dos dados econômicos.

Para o banco, os drivers principais do ouro continuam as projeções de força no crescimento econômico dos EUA, inflação persistente e, por consequência, juros restritivos por mais tempo, levando investidores para os bônus de títulos soberanos. “Salvo uma deterioração das perspectivas econômicas, que levaria a uma rápida inversão da política monetária, esperamos uma nova diminuição da procura de ativos seguros”, nota o Julius Baer.

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Já a Heraeus analisa que os preços do ouro conseguiram “se manter relativamente bem”, apesar dos juros dos Treasuries alcançarem níveis elevados recentemente. A empresa avalia que os preços do metal poderiam se recuperar no futuro, caso o consumo tenha queda acentuada nos EUA e leve à uma recessão econômica. No curto prazo, porém, o dólar deve continuar depreciando o ouro, ressalta a Heraeus.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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