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8º MINERAÇÃO & COMUNIDADE

Programas de incentivo à produção responsável de ouro são apresentados pela Fênix DTVM

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Produzir o ouro de maneira responsável, com a garantia de procedência, sustentabilidade e respeito às comunidades é possível. E boas práticas para que isso ocorra, e que, inclusive, já são adotadas pela empresa mato-grossense Fênix DTVM, foram apresentadas durante o 8º Mineração & Comunidade, realizado em Minas Gerais.

Em sua oitava edição, o evento é promovido pela revista Brasil Mineral, em parceria com a consultoria Integratio e o Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais. O objetivo é promover o diálogo construtivo e colaborativo entre a indústria de mineração e as comunidades que são direta e indiretamente impactadas por seus projetos.

Pensando nessa relação entre a mineração de ouro em pequena e média escalas e o seu impacto nas comunidades, a Fênix DTVM demonstrou de que forma tem atuado para a promoção de práticas que possibilitem a manutenção dessa relação harmoniosa, especialmente pela empresa ser uma das principais instituições financeiras comercializadoras de ouro do Brasil.

De acordo com o diretor da Fênix DTVM, Pedro Eugênio Procópio da Silva, os caminhos para uma mineração responsável passam por quatro pontos principais: a certificação da originação do mineral, a rastreabilidade do ouro, a conformidade regulatória e o estímulo de boas práticas nos processos produtivos.

“Temos alguns desafios, como falta de conhecimento e temos um caminho para percorrer, por isso nos colocamos como parte do problema. Tentamos estimular o pequeno minerador a evoluir nessa cadeia, com esses desafios. Por isso, mapeamos nossos compromissos de sustentabilidade e entendemos que tem duas formas de estimular esse minerador a desenvolver o ESG: através do incentivo financeiro e da atuação ativa dos membros da cadeia produtiva contra a mineração ilegal”, disse.

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Dentre essas formas de incentivo financeiro à mineração responsável, o diretor da Fênix DTVM destacou algumas soluções, especialmente internacionais, que visam a certificar essa originação e premiação pela produção responsável do minério.

Entre elas, por exemplo, a Aliança para a Mineração Responsável (AMR), organização colombiana que oferta dois tipos de certificação para a promoção de bonificação financeira e para estabelecer padrões para a produção. Também existe a Iniciativa Suíça para Ouro Responsável (SBGI), a qual possui atividade em curso no Brasil, em parceria com a Fênix DTVM.

“Trouxemos essa iniciativa da SBGI para o Brasil no ano de 2021 e hoje temos quatro minas certificadas na baixada cuiabana, em Mato Grosso. Essas minas produzem ouro e, cada grama de ouro produzida ganha um bônus de um dólar que deve ser convertido em práticas sociais, projetos ambientais, ou desenvolvimento de novas tecnologias nos processos produtivos. Isso já é realidade. Essas minas já têm bônus acumulados, projetos em desenvolvimento e entregues”, pontuou.

Além dessas parcerias internacionais, a própria Fênix DTVM possui projeto em curso para classificar as mineradoras no rol de fornecedores para, futuramente, criar uma bonificação financeira para a promoção da mineração responsável. A empresa mato-grossense tem ainda iniciativas de transferências de conhecimento e boas práticas.

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Como exemplo, o diretor da Fênix cita os programas de eliminação do mercúrio, de recuperação de áreas, de economia de águas nos processos produtivos, bem como educação ambiental nas comunidades e programa de consumo de energia limpa e neutralização de carbono.

“A mineração de ouro de pequena e média escalas é essencial, gera divisas do ponto de vista cultural e econômico para o Brasil. Ela tem que ser lembrada em todas as conversas sobre mineração responsável e ESG. O pequeno minerador tem dificuldade para acessar tudo que a gente fala em eventos como esse. E nós, como empresa que faz parte do ramo da mineração, devemos nos reconhecer como parte do problema e parte da solução e ajudar no desenvolvimento do ESG desse pequeno minerador”, pontuou Pedro Eugênio.

Ainda segundo Pedro Eugênio, eventos como o 8º Mineração & Comunidade são necessários para promover o amplo debate sobre as necessidades reais dos pequenos e médios mineradores, que são muito diferentes das grandes empresas de mineração.

“Devemos criar programas para mudar a realidade e que sejam aplicadas à realidade do pequeno minerador, que é muito diferente das realidades das grandes mineradoras. A pequena mineração é possível ser feita de forma responsável, consciente e que conviva bem como o meio ambiente, a sociedade, a comunidade e que pode desenvolver o país juntamente com a grande mineração”, encerrou o diretor da Fênix DTVM.

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Expominério 2025 reúne 17 painéis em três dias de debates técnicos

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A edição 2025 da Expominério terá uma das programações mais completas do setor mineral no país, reunindo ao longo de três dias, entre 26 e 28 de novembro, um total de 17 painéis distribuídos entre os auditórios Minerais e Flores, do Cento de Eventos do Pantanal.

Os debates abordam desde tendências geopolíticas e minerais críticos até desafios ambientais, novas tecnologias, relações comunitárias, políticas públicas e o futuro da mineração sustentável em Mato Grosso e no Brasil. Para um dos organizadores do congresso, Humberto Paiva, a edição deste ano consolida um novo patamar de articulação técnica e institucional.

“Reunir 17 painéis em três dias reforça o propósito da Expominério de ser um espaço real de construção de conhecimento e de diálogo qualificado. A cadeia mineral vive um momento de transformação profunda, em que tecnologia, sustentabilidade, segurança jurídica e participação social caminham juntos. Nossa intenção, ao trazer especialistas de diferentes áreas, é criar um ambiente que permita entender os desafios, apresentar soluções e aproximar cada vez mais o setor das demandas da sociedade”, afirma.

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O evento começa na quarta-feira (26.11), às 8 horas, no Auditório Minerais, com a abertura oficial do ciclo de palestras do IEL e segue para discussões sobre minerais críticos e estratégicos na transição energética, governança e regulação do setor, mineração de gemas, diversidade e inclusão nas operações e os desafios tributários da atividade. Especialistas de diferentes áreas farão análises sobre o momento atual da mineração e os cenários projetados para os próximos anos.

Na quinta-feira (27.11), às 08h30, os painéis tratam dos desafios da mineração diante da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, das relações entre mineração e comunidades, dos conflitos socioambientais e dos avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva, incluindo energia solar e inovação para eficiência das operações. A programação segue até o início da noite, quando será realizada a palestra magna com o professor titular da USP, Fernando Landgraf.

Ao mesmo tempo, o Auditório Flores recebe o encontro temático “Mercúrio: Olhando Juntos para o Futuro”, organizado pelo Instituto Escolhas. O dia será dedicado à discussão regulatória, análises sobre o futuro da mineração artesanal, apresentação de casos reais de transição para métodos livres de mercúrio e debates sobre alternativas tecnológicas. Representantes de entidades, pesquisadores, lideranças do setor e especialistas internacionais participam das mesas, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.

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No último dia da Expominério (28.11), o congresso encerra com discussões sobre investimentos e dinâmicas do mercado de ouro, políticas de desenvolvimento mineral para Mato Grosso, avanço dos mapeamentos geológicos e a importância dos agregados da construção civil para a infraestrutura estadual.

Os últimos debates tratam da produção de minerais críticos a partir de rejeito e da empregabilidade e desenvolvimento socioeconômico na mineração, antes do encerramento oficial da Expominério 2025, previsto para as 22h.

A Expominério 2025 será realizada de 26 a 28 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal em Cuiabá.

Patrocinador Oficial: Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também apoiam o evento a Fecomin e a Fomentas Mining Company (patrocinadores Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além da GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

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